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Ex-aluno do Colégio Mauá ganha competição internacional de design de calçados

28/08/2019


 

Lucas Mäder Nishimura, 19 anos, sempre gostou de desenhar, fez cursos na área, almejou ser ilustrador de histórias em quadrinhos e se interessou por design de tênis como profissão. Estudante de Design de Comunicação Visual na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-Sul), em Porto Alegre, o jovem é ex-aluno do Colégio Mauá, formado no Ensino Médio em 2017. Entre de 29 de julho a 17 de agosto deste ano, ele participou de uma competição da Pensole, umas das maiores escolas de design de calçados do mundo. Com aproximadamente 700 inscritos, o concurso, que consistia no projeto de um tênis, selecionou 18 pessoas, entre elas, Nishimura, que conquistou o primeiro lugar.

Conforme Lucas Nishimura, ficar em primeiro lugar foi apenas um detalhe. ‚ÄúSer√° m√°gico ver um t√™nis que ajudei a criar ser materializado e vendido. Poderei usar o dinheiro do pr√™mio para investir mais ainda na minha carreira. Mas, honestamente, tudo teria sido igualmente valioso se eu n√£o tivesse ganho‚ÄĚ, destacou. A competi√ß√£o, uma parceria entre a Pensole, Footlocker e Asics, tinha dura√ß√£o de tr√™s semanas e foi realizada na sede da escola, no centro de Portland, Oregon, EUA. ‚ÄúA cidade √© ber√ßo da maior empresa de artigos esportivos do mundo, a Nike, e tamb√©m abriga escrit√≥rios regionais de empresas como Adidas‚ÄĚ, contou o estudante.

O concurso oferecia tr√™s op√ß√Ķes de disciplinas: Design de Cal√ßados, que consistia na entrega do desenho de um t√™nis; Design de Marca, que deveria ser entregue uma p√°gina com um plano de marketing para o lan√ßamento de um t√™nis; e Design de Cores e Materiais, com a entrega de um moodboard de cores e materiais inspirados na obra de um artista japon√™s do s√©culo 21. Em qualquer uma das escolhas, o participante deveria entregar um v√≠deo de dois a tr√™s minutos com uma apresenta√ß√£o pessoal com o questionamento - por que voc√™ quer ser designer de t√™nis?-, bem como uma explica√ß√£o da inscri√ß√£o. ‚ÄúEra poss√≠vel escolher uma das disciplinas e aplicar apenas para aquela, ou aplicar para todas as tr√™s. Para aumentar minhas chances de entrar, fiz para todas‚ÄĚ, explicou o jovem.

Entretanto, Lucas contou que foram os avaliadores da Pensole que fizeram a escolha que, apesar de Design de Cal√ßados ser a preferida dele, acabou sendo escolhido para Cores e Materiais que, ao final, se tornou a favorita. As aulas foram intensas, com encontros at√© nos s√°bados e domingos. ‚ÄúAl√©m de todo o car√°ter t√©cnico de aprender com quem j√° fez muito na pr√°tica, t√≠nhamos acesso a equipamentos e estrutura de ponta‚ÄĚ, detalhou. O estudante ainda destacou o conv√≠vio com funcion√°rios da escola e profissionais renomados, que geraram excelentes oportunidades de networking e se tornaram bons contatos. Al√©m disso, ele evidenciou as amizades com os participantes. ‚ÄúApesar de ser uma competi√ß√£o, ningu√©m hesitava em ajudar o outro. Todos de idades, culturas e experi√™ncias acad√™micas e profissionais muito diferentes. A troca n√£o teve pre√ßo‚ÄĚ.

Entre os planos de Lucas Nishimura, destaque para a participa√ß√£o nos pr√≥ximos cursos da Pensole, como forma de desenvolvimento profissional e gera√ß√£o de oportunidades para seguir a carreira e coloca√ß√£o no mercado. Dentro da ind√ļstria de cal√ßados, ele gostaria de trabalhar como Designer ou com Cores e Materiais. ‚ÄúTalvez mais tarde lidando na parte de Desenvolvimento, que trata de novas tecnologias e inova√ß√£o‚ÄĚ, mencionou.

Conquista - Sobre a conquista, Lucas diz que n√£o teria conseguido sem o suporte de diversas pessoas, como seus √≠dolos da √°rea do design, seus professores de desenho da inf√Ęncia, Osmar Arroyo e Andr√© Mastelaro, sua namorada Isadora e seu melhor amigo Felipe. ‚ÄúPor √ļltimo, mas talvez os mais importantes, meus pais Juliana e Fabio que, sem nem mencionar todo apoio material, por vezes limitando-se em suas pr√≥prias vidas a fim de que eu pudesse ter acesso aos melhores recursos, n√£o simplesmente respeitaram meu desejo, como excederam sua fun√ß√£o de pais e se tornaram f√£s n√ļmero 1, patrocinadores incondicionais e at√© mesmo assessores pessoais de uma carreira de poucas garantias e dif√≠cil acesso‚ÄĚ, salientou.

Interesse ‚Äď O interesse por design de t√™nis como profiss√£o surgiu durante a adolesc√™ncia de Lucas, aos 15 ou 16 anos, principalmente por come√ßar a acompanhar a National Basketball Association (NBA). ‚ÄúSobretudo ap√≥s pesquisar um pouco sobre o mercado de trabalho, e com alguma influ√™ncia desta nova subcultura de apaixonados por t√™nis. No entanto, ainda n√£o tinha abandonado a ideia de ser ilustrador de quadrinhos‚ÄĚ, contou.

Quando entrou na faculdade, ele tinha plena certeza que n√£o gostaria de trabalhar com design em ag√™ncias publicit√°rias ou ser diagramador. ‚ÄúAo mesmo tempo, percebia que tentar uma carreira, ou pelo menos um ganha-p√£o como ilustrador seria um caminho muito √°rduo, principalmente pela falta de oportunidades aqui no pa√≠s e por ser um meio extremamente competitivo‚ÄĚ, salientou. O primeiro contato com a Pensole foi por meio de um v√≠deo. ‚ÄúAtrav√©s de minha curiosidade, cada vez maior sobre o assunto, via o quanto era um espa√ßo no mercado de trabalho bastante s√≥lido, mas n√£o t√£o competitivo quanto ilustra√ß√£o‚ÄĚ, concluiu.

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