{"id":1484,"date":"2024-02-15T14:00:00","date_gmt":"2024-02-15T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/maua.g12.br\/site\/?p=1484"},"modified":"2024-07-16T11:07:25","modified_gmt":"2024-07-16T11:07:25","slug":"psicologo-alessandro-marimpietri-aborda-a-educacao-pelo-afeto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/maua.g12.br\/site\/index.php\/psicologo-alessandro-marimpietri-aborda-a-educacao-pelo-afeto\/","title":{"rendered":"Psic\u00f3logo Alessandro Marimpietri aborda a educa\u00e7\u00e3o pelo afeto"},"content":{"rendered":"\n<p><br>Um dos maiores desafios encontrados pelos professores \u00e9, sem d\u00favida, ensinar crian\u00e7as e adolescentes nos tempos atuais. Em contrapartida, para os pais tamb\u00e9m n\u00e3o t\u00eam sido f\u00e1cil o processo de educar, com cada vez mais afazeres no dia a dia, dedicar tempo de qualidade para as rela\u00e7\u00f5es e ensinar com afeto s\u00e3o processos que demandam sabedoria e paci\u00eancia. Esses foram alguns dos assuntos pautados pelo psic\u00f3logo, professor e escritor baiano Alessandro Marimpietri, que palestrou nesta quinta-feira, 15, no Semin\u00e1rio dos Professores do Col\u00e9gio Mau\u00e1.<br><\/p>\n\n\n\n<p>No bate-papo realizado com os docentes, o doutor em educa\u00e7\u00e3o elencou temas atuais e que, segundo ele, devem ser traduzidos em sala de aula. \u201cFalamos sobre o papel da afetividade na educa\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo 21, quais s\u00e3o as caracter\u00edsticas que se diferem do s\u00e9culo 20, por exemplo, e que nos obrigam, enquanto professores, a repensar modelos de educa\u00e7\u00e3o para fazer frente a essa realidade\u201d, explica.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, em evento realizado junto \u00e0 imprensa da regi\u00e3o, Marimpietri contou sobre sua experi\u00eancia, novos cen\u00e1rios e a palestra realizada na escola. Conforme o psic\u00f3logo, a afetividade foi um tema historicamente secundarizado na educa\u00e7\u00e3o e que hoje ganha poder de centralidade. Isso porque as rela\u00e7\u00f5es de conviv\u00eancia e troca que ocorrem em sala de aula s\u00e3o primordiais para formar bons cidad\u00e3os. \u201cEm tese a educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 democratizada, as pessoas n\u00e3o v\u00e3o \u00e0 escola somente para obter informa\u00e7\u00f5es, elas precisam ir para aprender a conviver, fazer uma sociedade melhor e saber utilizar essas informa\u00e7\u00f5es\u201d, destaca.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Ele defende que o processo educativo deve investir no ensino atrav\u00e9s da troca de experi\u00eancia, bem como nas rela\u00e7\u00f5es de qualidade. \u201cTive acesso a uma pesquisa que perguntava \u00e0s pessoas o que eles lembram do tempo da escola, a imensa maioria lembrava das rela\u00e7\u00f5es e poucos dos aspectos conceituais. Ou seja, a escola \u00e9 um lugar de encontro, onde acontecem trocas que nos d\u00e3o condi\u00e7\u00e3o para a aprendizagem\u201d, frisa o psic\u00f3logo.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, segundo Alessandro, \u00e9 fundamental fazer esse movimento de mudan\u00e7a para ver resultados na esfera social. \u201cNosso papel \u00e9 colocar essa pauta em foco para que as escolas possam construir uma ambi\u00eancia democr\u00e1tica, respeitosa e tolerante. Assim, esse ambiente pode ser uma refer\u00eancia para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa, igualit\u00e1ria e menos violenta\u201d.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>PARENTALIDADE <\/strong>\u2013 A rela\u00e7\u00e3o entre pais e filhos tamb\u00e9m foi um dos temas tratados. A dificuldade de lidar e compreender a nova gera\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes \u00e9 iminente, portanto, construir rela\u00e7\u00f5es que sejam firmes, mas n\u00e3o autorit\u00e1rias, amig\u00e1veis, mas n\u00e3o permissivas, \u00e9 uma das principais preocupa\u00e7\u00f5es dos pais que o psic\u00f3logo visualiza em seus atendimentos cl\u00ednicos. \u201cTemos hoje em dia uma gera\u00e7\u00e3o de pais muito mais ocupados, culpados e preocupados. Essa ang\u00fastia faz com que tenham dificuldade em construir uma rela\u00e7\u00e3o com firmeza, gentileza, com autoridade e que consigam aliar o lado afetivo e amistoso, mas sem se confundir com uma amizade\u201d.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Ele observa que esse movimento \u00e9 desencadeado por um processo natural da sociedade. \u201cSomos as testemunhas oculares de uma transi\u00e7\u00e3o, havia um paradigma que est\u00e1 acabando e outro est\u00e1 sendo criado. Com isso, estamos entre algo que est\u00e1 sendo finalizado e algo que ainda n\u00e3o se estabeleceu. Assim, \u00e9 natural que eles se sintam perdidos por n\u00e3o quererem repetir modelos que j\u00e1 n\u00e3o cabem mais\u201d.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Alessandro destaca que a hierarquia \u00e9 fundamental para estabelecer limites nas rela\u00e7\u00f5es parentais. \u201cN\u00e3o d\u00e1 para um pai ser amigo do filho, ele pode ter uma rela\u00e7\u00e3o amistosa, mas amigos operam socialmente do mesmo lugar, e para educar temos que estar em um outro lugar, \u00e9 a alteridade que \u00e9 formativa. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil ser pai no s\u00e9culo 21, porque n\u00e3o h\u00e1 refer\u00eancias, o que funciona hoje, amanh\u00e3 j\u00e1 n\u00e3o funciona mais\u201d, salienta.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, ele visualiza um bom cen\u00e1rio. \u201cA parte boa \u00e9 que por estarmos em uma transi\u00e7\u00e3o, n\u00f3s temos mais chance de inven\u00e7\u00e3o, podemos reescrever essa hist\u00f3ria de uma maneira mais livre, o que n\u00e3o aconteceria h\u00e1 40 anos\u201d, exemplifica o psic\u00f3logo.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TECNOLOGIAS<\/strong> \u2013 Outro assunto recorrente nas palestras de Alessandro \u00e9 o acesso sem precedentes de jovens e crian\u00e7as \u00e0s telas. Ele explica que \u00e9 necess\u00e1rio se adequar a essa nova realidade. \u201cO fen\u00f4meno do digital n\u00e3o vai retroceder, ele est\u00e1 posto, o grande desafio enquanto pais e professores \u00e9 ver o que vamos fazer com isso\u201d, frisou. Ele conta que \u00e9 necess\u00e1rio dar um passo para tr\u00e1s e avaliar. \u201cA primeira ideia que precisamos desconstruir \u00e9 dos \u2018nativos digitais\u2019. N\u00e3o \u00e9 porque eles nasceram nessa era, que est\u00e3o preparados para lidar com isso\u201d, avalia.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, ele explica o qu\u00e3o danoso o livre acesso pode ser e quais as consequ\u00eancias. \u201cO digital tende a hiperestimular dimens\u00f5es do nosso c\u00e9rebro que precisam de est\u00edmulo, mas n\u00e3o em excesso, por outro lado eles deixam de estimular dimens\u00f5es necess\u00e1rias para um desenvolvimento saud\u00e1vel. Portanto, podemos dizer que o excesso do digital \u00e9 danoso no crescimento de crian\u00e7as e adolescentes. Para isso, precisamos filtrar conte\u00fados, lidar com limites de tempo, conseguir fazer com que o digital n\u00e3o roube a experi\u00eancia do anal\u00f3gico\u201d, pondera.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o escritor fez um alerta para a comunidade escolar. \u201cEsse \u00e9 um fen\u00f4meno s\u00e9rio, urgente, n\u00e3o cabe mais a pais e professores se darem ao luxo de n\u00e3o entenderem a gravidade do problema, pois a consequ\u00eancia disso para essa gera\u00e7\u00e3o j\u00e1 existe\u201d, disse.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O PALESTRANTE<\/strong> \u2013 Alessandro \u00e9 natural da Bahia e trabalha h\u00e1 mais de 20 anos fazendo atendimento cl\u00ednico para crian\u00e7as, adolescentes e fam\u00edlias, al\u00e9m de realizar confer\u00eancias sobre temas relativos \u00e0 inf\u00e2ncia, adolesc\u00eancia, educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade em escolas de todo o Brasil. Marimpietri \u00e9 autor dos livros \u201cQuando somos um s\u00f3\u201d e \u201cO que \u00e9 o tempo?\u201d, ambos publicados pela Solisluna Editora<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos maiores desafios encontrados pelos professores \u00e9, sem d\u00favida, ensinar crian\u00e7as e adolescentes nos tempos atuais. 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